




Colapsei e ainda estou de ressaca.
Cheguei na borda outra vez.

AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH


Comecei esse projeto pra fazer algo com "isso" que me atropela às vezes, "isso" que eu tô chamando de “modo máquina de operar na vida cotidiana”, que tem raízes profundas no patriarcado, no capitalismo, no neoliberalismo, na minha família, na falta que me constitui. Além do mais, estou me aproximando da menopausa. E isso tá mexendo comigo demais.
AQUI COMPARTILHO PENSAMENTOS, TEXTOS, LIVROS QUE ESTOU LENDO, IMAGENS QUE COLECIONO AO LONGO DOS ANOS, EXPERIMENTOS VISUAIS E SONOROS, E TUDO O MAIS QUE EU PESQUISAR E PRODUZIR SOBRE ESSES TEMAS:
GESTO automatismo ritmo repetição sampler máquinas (Des) preparadas stop motion
PANE DISFUNÇÃO ESGOTAMENTO sobrecarga AUTOFICÇÃO arquivo pessoal inteligência artificial
pulso (des) controle palavra e voz colagem de fragmentos som ao vivo chroma key
CURTO - CIRCUITO





dobrar, guardar, lavar, fechar, abrir,, acender apagar, sentar, responder, perguntar, varrer, limpar, cozinhar, beber, comer, trabalhar, arrumar, afastar, dormir, descansar, ouvir, armar e desarmar, desembaraçar, desamarrar, corresponder, preencher, encher, secar, desenlinhar, responder, agoar ...






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Entrei e saí repetidas vezes fui e voltei com algo nas mãos também no corpo, uma vergonha essas coisas ordinárias?









Consegui falar alguma coisa torta finalmente, do jeito que deu, e me ressenti com a bola no travessão voltando com força pra cima de mim. Ainda sinto uma tristezinha mas, foi bom falar, mesmo assim. E na fala, ir elaborando. E na língua, ir entendendo os nós. “A palavra mata a coisa” meu analista me disse, e eu gostei de matar.



























